
Eu sou a má formação humana
Sou o feto abortado da virtude
A interrupção,a morte,a tortura do capricho.
Sou o ápice do mal feito,
Sou o sonoro não da beleza,
Sou sim imagem e semelhança do imperfeito.
A feiúra em espécie legitima,
Sou a merecida imagem do castigo,
Sou decepada,mutilada envenenada,
Sou tudo de feio que nasceu comigo.
Sou o olhar deformado,sofrido
Com vergonha de ser.
Sou o erro divino
O rosto sem olhos,
O não o não o não
O mais doído.
O dentro da viola
O pão e o medo de aparecer.
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